
A nova NR-1 não é uma atualização de formulário.
É uma mudança de endereço.
Os riscos psicossociais relacionados ao trabalho, tais como sobrecarga, assédio, pressão sem suporte e falta de autonomia saem do corredor informal do RH e entram formalmente na gestão de riscos ocupacionais. Dentro do GRO. Dentro do PGR. Com identificação, avaliação, medidas preventivas e acompanhamento.
Se a sua empresa ainda trata saúde mental como campanha de setembro ou palestra do mês, a norma está dizendo que esse modelo não é mais suficiente.
E o problema real não é apenas a multa. O problema é que esse modelo nunca foi suficiente para o colaborador.
O que é a NR-1 e por que ela importa mais agora
A NR-1 é a Norma Regulamentadora que estabelece as disposições gerais sobre gerenciamento de riscos ocupacionais. É ela que orienta como as empresas devem identificar perigos, avaliar exposições, definir medidas preventivas e manter esse processo funcionando.
Em 2025, a norma passou por uma atualização relevante: os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho ganharam posição mais clara dentro do GRO e do PGR.
Na prática, o Ministério do Trabalho e Emprego orienta diretamente que as empresas incluam esses fatores no processo de gestão — com identificação, avaliação técnica e evidências. Não apenas intenção. Evidências.

O que muda com a nova NR-1: não é apenas a burocracia, é o método
Aqui mora o equívoco mais perigoso.
Muitas empresas vão responder à nova NR-1 da forma mais instintiva: criando um documento. Aplicando um questionário. E arquivando uma planilha.
O próprio material de perguntas e respostas do MTE é explícito: a gestão de riscos ocupacionais não se resume à elaboração de documentos. Ela exige processo contínuo, implementação de medidas e acompanhamento real pela organização.
Documento sem gestão não muda a rotina.
E os riscos psicossociais nascem exatamente na rotina — no e-mail às 23h, na meta impossível, na liderança que grita, no clima que corrói silenciosamente até o colaborador pedir um afastamento.
É nesse ponto — entre o documento e a rotina — que a empresa Catividade atua. Não para substituir a obrigação legal, mas para fazer o que o papel sozinho não consegue: chegar onde o risco realmente existe.
O que são riscos psicossociais (e por que eles aparecem onde você não está olhando)
Riscos psicossociais são fatores ligados à organização, à gestão e às condições do trabalho que impactam a saúde mental, o comportamento e o desempenho dos trabalhadores.
O Manual do GRO/PGR do MTE cita exemplos concretos: excesso de demandas, sobrecarga e assédio de qualquer natureza.
Mas eles raramente se apresentam com nome e sobrenome.
Eles aparecem primeiro como sinais indiretos:
- queda de energia sem causa aparente
- aumento de atestados e afastamentos
- conflitos que se repetem nas mesmas equipes
- rotatividade concentrada em áreas específicas
- lideranças operando sempre em modo de crise
Quando a empresa percebe o problema pelo afastamento, a exposição já existe há meses. Às vezes anos.
A diferença entre identificar cedo e remediar tarde é, em grande parte, uma diferença de método. É ter alguém acompanhando os sinais com continuidade — não apenas quando a crise já está instalada.

Por que a NR-1 é estratégica para RH, SESMT e Saúde Ocupacional
A atualização da NR-1 faz uma pergunta incômoda para as organizações:
Você cuida da saúde mental. Mas você gerencia?
Existe diferença entre cuidar e gerenciar.
Cuidar é pontual — a ação, a palestra e a semana temática. Gerenciar é contínuo. É saber identificar onde o risco está, avaliar a exposição, agir, medir o resultado e ajustar.
A norma empurra as empresas da primeira postura para a segunda. Isso exige integração real entre RH, SESMT e Saúde Ocupacional — três áreas que, na maioria das empresas, ainda operam em ilhas separadas, falando línguas diferentes para o mesmo problema.
Programas de saúde corporativa que funcionam, que de fato reduzem afastamentos e sustentam engajamento, operam exatamente nessa integração. Não com uma ação por área. Com um sistema que atravessa todas elas e chega ao colaborador de forma coerente, contínua e mensurável.
NR-1 riscos psicossociais no PGR: o que precisa entrar
A gestão desses fatores deve estar conectada ao processo de gerenciamento de riscos ocupacionais. Na prática, a empresa precisa estruturar:
- Identificação — onde estão os fatores de risco psicossocial na rotina de trabalho?
- Avaliação — quais áreas, funções ou grupos estão mais expostos? Qual a gravidade?
- Medidas de prevenção — o que muda na operação, na liderança e nos processos?
- Acompanhamento — as ações funcionaram? O que os indicadores mostram?
- Registro e evidência — o processo está documentado de forma que comprove gestão real?
O MTE deixa explícito que questionários padronizados, por si sós, não são evidência suficiente. Os resultados precisam ser analisados tecnicamente e incorporados à AEP e ao inventário de riscos. E a Catividade é uma empresa que está preparada realizar todos esses processos.
Aplicar questionário e guardar a planilha não é gestão. Falta ações concretas.
Gestão real envolve intervenção. Envolve mudar o que está expondo o colaborador ao risco e acompanhar se a mudança funcionou. Esse ciclo precisa de método, de ferramentas e, na maioria dos casos, de parceiros com capacidade de execução contínua.
A nova NR-1 aumenta a fiscalização? Sim, e o sinal já foi dado
Em dezembro de 2025, o Governo Federal empossou os maiores ingressos da história da Auditoria Fiscal do Trabalho. O efetivo saltou de aproximadamente 1.800 para quase 2.700 auditores.
O próprio governo descreveu o movimento como uma reconstrução da capacidade de fiscalização do Estado.
Isso não é um alarmismo. É um sinal de mercado.
Empresas que esperarem para “resolver depois” estão apostando que a fiscalização não vai chegar antes. É um cálculo que ficou mais arriscado.
Mas o argumento mais forte não é o risco de autuação. É o custo que já existe antes da fiscalização chegar: afastamento, turnover, queda de produtividade e o desgaste de liderança. Esses custos não esperam o auditor bater na porta.

Como adequar a empresa à nova NR-1: cinco movimentos reais
- Comece pelo diagnóstico, não pelo documento
Antes de produzir qualquer arquivo, a empresa precisa entender onde o risco está. A sobrecarga está concentrada em alguma área? As lideranças têm preparo para lidar com conflito e pressão? Existem sinais de clima hostil, assédio ou comunicação disfuncional?
O diagnóstico é o mapa. O documento é o relato do caminho percorrido.
- Integre as áreas — de verdade
RH não resolve esse problema sozinho. SESMT não resolve esse problema sozinho. Saúde Ocupacional não resolve esse problema sozinho.
Os riscos psicossociais atravessam a cultura, a liderança, os processos, a comunicação e a saúde. A resposta precisa ser integrada com a coordenação entre as áreas e uma visão de conjunto sobre o que está acontecendo com o colaborador. E a Catividade organiza todos esse processo de forme que se mensure os resultados.
- Transforme dados em decisão
Indicadores de absenteísmo, afastamentos, turnover e clima são instrumentos. O valor não está em coletar. Está em transformar informação em ação concreta.
- Crie medidas concretas de prevenção
Revisão de processos. Capacitação de liderança. Canais de escuta. Acompanhamento psicológico. Gestão de carga de trabalho. Programas de ergonomia. Intervenções de saúde física e emocional.
A medida precisa ser proporcional à exposição identificada e precisa chegar ao colaborador, não apenas ao documento. E a Catividade já realiza todo esse processo em algum das maiores empresas do mundo.
- Acompanhe continuamente
A gestão de riscos psicossociais não é uma ação de uma vez.
É exatamente isso que diferencia gestão de campanha: a continuidade. Um colaborador que recebe suporte contínuo tem trajetória diferente de um que participou de uma palestra em novembro.
O erro mais caro é tratar a nova NR-1 como um papel
Existe uma metáfora cirúrgica para o que muitas empresas farão diante dessa norma: vão tratar o sintoma, não a doença.
O sintoma é a irregularidade documental. A doença é a ausência de gestão real.
Ações pontuais geram esforço, mas não geram mudança estrutural.
E a NR-1 não está pedindo esforço. Está pedindo um processo que gere resultado.
O mais importante é que o colaborador não sente a diferença quando a empresa cumpre a norma. Sente quando a empresa muda a rotina. Quando a liderança é capacitada. Quando ele tem suporte real antes de chegar no limite.
Empresas que entenderem essa distinção e que buscarem parceiros capazes de executar esse processo com continuidade, sairão na frente tanto no cumprimento normativo quanto na construção de ambientes onde as pessoas conseguem trabalhar sem adoecer.

Como a Catividade apoia empresas na gestão de riscos psicossociais e NR-1
A Catividade é mais do que uma empresa de documentação.
É uma empresa que atua no problema real que a NR-1 nomeia: o desgaste físico e emocional dos colaboradores, a baixa adesão em programas corporativos, a falta de continuidade em ações de saúde e os afastamentos que se acumulam sem uma resposta estruturada.
O trabalho da Catividade começa onde o papel termina.
Na prática, isso significa:
- Diagnóstico de saúde para mapear o perfil real de risco da organização
- Programas recorrentes de saúde física, mental, ergonomia e qualidade de vida — desenhados para o contexto específico de cada empresa
- Experiências presenciais com alto engajamento, que fazem o colaborador participar de verdade
- Tecnologia e indicadores para acompanhar o que está mudando — afastamentos, engajamento, adesão e NPS interno
- Gestão contínua, não campanha pontual
O resultado não é apenas um PGR mais robusto. É uma operação com menos afastamentos, equipes com mais energia e uma cultura organizacional que trata saúde como um sistema. Não apenas como ação de mês.
Porque a nova NR-1 reforça uma direção que já era verdadeira antes mesmo dela existir: saúde mental no trabalho não é pauta de cuidado. É pauta de gestão de risco.
E gestão de risco precisa de quem executa. Não de quem apenas documenta.
Conclusão
A nova NR-1 não inventa um problema. Ela nomeia algo que sempre esteve lá.
Sobrecarga, pressão sem suporte, assédio e clima hostil. Esses fatores existiam antes da norma e continuarão existindo depois dela. O que muda é o nível de responsabilidade exigido das organizações para lidar com eles.
Transformar atenção em método. Transformar campanhas em continuidade. Transformar dados em decisão. Transformar cuidado em gestão.
Empresas que fizerem isso antes não vão apenas cumprir a norma.
Vão operar melhor. E os seus colaboradores vão sentir.

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O que muda na nova NR-1 em 2026?
A norma reforça a inclusão dos fatores de risco psicossociais dentro do GRO/PGR. As empresas precisam identificar, avaliar, agir e acompanhar esses riscos com método e evidências — não apenas com campanhas ou documentos isolados.
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O que são riscos psicossociais na NR-1?
São fatores ligados à organização e às condições de trabalho que impactam saúde mental, bem-estar e desempenho dos trabalhadores — como sobrecarga, pressão sem suporte, assédio, falta de autonomia e ambiente hostil.
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Riscos psicossociais entram no PGR?
Sim. Devem ser considerados dentro do processo GRO/PGR, com identificação, avaliação técnica, medidas preventivas e acompanhamento documentado.
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Aplicar questionário resolve a nova NR-1?
Não. Questionários são instrumentos de suporte, mas não são suficientes isoladamente. Os resultados precisam ser analisados tecnicamente e incorporados ao processo de gestão de riscos.
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Como a empresa deve se adequar à nova NR-1
Mapear os fatores de risco, integrar RH, SESMT e Saúde Ocupacional, definir medidas preventivas baseadas em análise técnica, acompanhar resultados e manter evidências do processo — com suporte de parceiros que operam em saúde corporativa de forma contínua.
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Como a Catividade ajuda empresas com a nova NR-1
A Catividade estrutura programas recorrentes de saúde física, mental e ergonomia, com diagnóstico, indicadores e acompanhamento contínuo — indo além do cumprimento documental para atuar diretamente na redução de afastamentos e no engajamento dos colaboradores.