Vela acesa nas duas pontas sobre uma mesa de escritório à noite, metáfora da síndrome de burnout

Síndrome de burnout: o que é, sinais e o que a empresa deve fazer

Vela que queima pelas duas pontas ilumina mais. Por pouco tempo.

Por algumas semanas, parece eficiência: a pessoa responde tudo, fica até mais tarde, resolve o que ninguém resolve. A luz é forte. Até que a cera acaba dos dois lados ao mesmo tempo, e sobra só o pavio.

A síndrome de burnout leva no nome essa imagem: queimar até o fim. Não é cansaço de semana pesada. É o resultado de um estresse crônico de trabalho que ninguém conseguiu gerenciar — nem a pessoa, nem a empresa.

Em 30 segundos

  • A OMS classifica o burnout na CID-11 (código QD85) como fenômeno ligado ao trabalho, desde janeiro de 2022.
  • Ele tem três dimensões: exaustão, distanciamento mental do trabalho e queda da eficácia profissional.
  • No Brasil, consta na Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho do Ministério da Saúde.
  • Prevenção é gestão de riscos psicossociais, não só apoio individual.

O que é síndrome de burnout?

A síndrome de burnout é definida pela Organização Mundial da Saúde, na CID-11, como uma síndrome resultante de estresse crônico no local de trabalho que não foi gerenciado com sucesso. Ela é caracterizada por três dimensões: sensação de esgotamento de energia, aumento do distanciamento mental ou cinismo em relação ao trabalho e redução da eficácia profissional.

A CID-11 entrou em vigor em 1º de janeiro de 2022, com o burnout no código QD85, como fenômeno ocupacional. No Brasil, o Ministério da Saúde atualizou em 2023 a Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho e incluiu a síndrome. A definição importa porque deixa claro: burnout é sobre o trabalho, não sobre fraqueza individual.

Quais são os sinais de burnout no trabalho?

Os sinais de burnout no trabalho incluem cansaço que não passa com descanso, irritabilidade, cinismo em relação às tarefas e às pessoas, sensação de ineficácia, dificuldade de concentração, alterações de sono e sintomas físicos como dores e problemas gastrointestinais. Para a equipe, aparecem como queda de entrega, isolamento e faltas.

Vela acesa nas duas pontas sobre uma mesa de escritório à noite, metáfora da síndrome de burnout
Dimensão Como a pessoa sente Como a equipe percebe
Exaustão Cansaço que não passa no fim de semana Atrasos, faltas, lentidão
Distanciamento Indiferença, ironia, “tanto faz” Isolamento, conflitos, pouca colaboração
Ineficácia Sensação de que nada que faz dá certo Queda de qualidade, retrabalho

Sinais pedem avaliação profissional

Este conteúdo não diagnostica. Quem reconhece esses sinais em si deve buscar médico ou psicólogo. A liderança pode acolher e encaminhar, nunca rotular.

Qual a diferença entre estresse e burnout?

Estresse é uma resposta do corpo a uma pressão, que pode ser pontual e passar quando a situação se resolve. Burnout é o resultado do estresse crônico de trabalho não gerenciado, que se acumula até esgotar a pessoa. No estresse, ainda há energia demais; no burnout, energia de menos e desistência em relação ao trabalho.

Sinais de esgotamento estão aparecendo na equipe?

A gente ajuda a mapear os fatores e a estruturar o cuidado.

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O que a empresa deve fazer para prevenir burnout?

Para prevenir burnout, a empresa deve atuar nas causas, que estão na organização do trabalho: sobrecarga, metas incompatíveis, falta de autonomia, pouco reconhecimento, conflitos e liderança sem preparo. Desde a nova NR-1, esses fatores psicossociais precisam estar no inventário e no plano de ação do PGR, com apoio individual como complemento.

  1. Mapeie os fatoresCarga, ritmo, autonomia, relações, reconhecimento. Escuta com sigilo.
  2. Ajuste a organizaçãoDimensionamento, metas realistas, clareza de papéis.
  3. Prepare a liderançaGestores que percebem sinais, conversam e encaminham.
  4. Ofereça apoioAcompanhamento psicológico acessível e confidencial.
  5. Cuide do retornoQuem volta de afastamento precisa de reintegração planejada.

O passo a passo para colocar isso no PGR está no guia de plano de ação para riscos psicossociais, e o contexto da norma em nova NR-1 e riscos psicossociais.

Onde a Catividade entra

A Catividade estrutura programas de prevenção de burnout em empresas de todo o Brasil, com Acompanhamento Psicológico conduzido por psicólogos, presencial e online, e programas como o Mente em Movimento, que une ginástica laboral e mindfulness. A Catividade também realiza ações de escuta e educação emocional que alimentam a gestão dos riscos psicossociais.

Para empresas com vários riscos ao mesmo tempo, a Catividade implanta o Programa Integrado, com linhas de cuidado e indicadores acompanhados no App Movimente.

Acompanhamento Psicológico

Atendimento com psicólogos, presencial ou online, com sigilo e acesso facilitado para os colaboradores.

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Mente em Movimento

Ginástica Laboral e Mindfulness na rotina, para criar pausas reais e reduzir o desgaste acumulado.

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Perguntas frequentes

Burnout dá afastamento pelo INSS?

Pode dar, quando há incapacidade para o trabalho atestada. Se a perícia reconhecer a relação com o trabalho, o afastamento é acidentário, com efeitos como estabilidade no retorno.

Burnout é doença ocupacional?

A OMS o classifica como fenômeno ocupacional na CID-11, e o Ministério da Saúde o inclui na Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho. O reconhecimento em cada caso depende de avaliação médica e pericial.

Férias resolvem o burnout?

Podem aliviar, mas, se as causas no trabalho continuam, o esgotamento volta. Por isso a prevenção precisa mexer na organização do trabalho.

Não adianta trocar a vela. Se as duas pontas continuam acesas, a próxima também acaba. Prevenir burnout é apagar uma das pontas — e essa ponta fica do lado da empresa.

Cuidar antes de esgotar

Conte o que você tem observado na equipe. A gente propõe o caminho da escuta ao programa.

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